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Hipertermia: o que é, sintomas, causas e cuidados

Hipertermia pode ser definida como o aumento da temperatura central do corpo como consequência da incapacidade do organismo de dissipar o calor ou reduzir sua produção. O problema é grave e leva várias pessoas à morte todos os anos. Uma das suas causas é a exposição ao calor excessivo. Em dias muito quentes, por exemplo, devemos estar atentos para evitar a ocorrência do problema, bebendo muita água e evitando a prática de atividades físicas ao ar livre.

O que é hipertermia?

A hipertermia é uma situação em que o indivíduo apresenta um grande aumento da temperatura do corpo devido a uma falha dos mecanismos que promovem a dissipação do calor. Quando nos expomos a altas temperaturas, por exemplo, logo começamos a produzir suor com o objetivo de resfriar o nosso corpo. Se permanecermos nesse local e não tomarmos a quantidade adequada de líquidos, desidratamos e a liberação de suor não ocorre. Com isso, temos um aumento da temperatura corporal.

A hipertermia é caracterizada por um aumento drástico da temperatura corporal central, que é definida como a temperatura do coração, pulmão, encéfalo e órgãos esplâncnicos, estando geralmente compreendida entre 36,6 ºC e 37,6 ºC. Na hipertermia, a temperatura corporal central apresenta-se acima de 40 ºC. Como a manutenção da temperatura do corpo é fundamental para o seu funcionamento adequado, esse aumento exagerado pode causar prejuízos aos tecidos e órgãos do organismo.


Causas da hipertermia

A hipertermia pode ter diferentes causas, sendo a mais comum a exposição a calor excessivo. Esse calor excessivo pode ser proveniente de condições climáticas ou ainda de outros fatores que não se relacionam com o tempo e clima, como permanência dentro de veículos, sala de caldeiras, locais com fumaça, entre outros.

Essa condição também pode ser induzida por esforço físico. No caso de realização de atividades físicas intensas, a hipertermia ocorre devido a uma incapacidade do corpo de dissipar de maneira adequada o calor que foi produzido pelos músculos durante a atividade. O problema está relacionado com a intensidade, duração do exercício e também com as condições ambientais no momento da realização da atividade. A hipertermia induzida por atividades físicas pode ser observada, por exemplo, em praticantes de corrida de rua e ciclismo.

Não podemos deixar de citar a chamada hipertermia maligna. Trata-se de uma herança autossômica dominante que se manifesta quando o indivíduo é submetido a alguns tipos de anestésicos e/ou bloqueadores neuromusculares despolarizantes. De forma mais rara, ela pode se manifestar quando o indivíduo realiza exercício vigoroso e/ou exposição solar prolongada.

 

No caso de alguns anestésicos, o indivíduo predisposto, ao ser submetido ao uso do medicamento, apresenta um aumento de cálcio, o que desencadeia uma contração muscular sustentada que não apresenta sua energia dissipada, levando a um aumento da temperatura de maneira muito rápida. A hipertermia maligna é grave e potencialmente fatal.

Sintomas da hipertermia

A hipertermia pode provocar diferentes sintomas, dentre os quais podemos destacar:

  • dor de cabeça;
  • tontura;
  • fraqueza;
  • produção excessiva ou falta de suor;
  • irritabilidade;
  • vômitos;
  • câimbras;
  • alucinação;
  • convulsões;
  • coma.

Prevenção da hipertermia

Como vimos ao longo do texto, uma das principais causas da hipertermia é a exposição ao calor extremo. Sendo assim, devemos estar atentos ao nosso comportamento nessas situações. Veja a seguir algumas dicas para prevenir a hipertermia em dias quentes.

  • Evitar se expor ao sol por longos períodos de tempo.
  • Hidratar-se bem.
  • Ter cuidado com a alimentação, preferindo alimentos mais leves.
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Evitar a prática de atividades físicas em períodos em que as temperaturas estão muito elevadas, como o período da tarde.
  • Utilizar roupas leves.
  • Manter os ambientes arejados e frescos.

Tratamento da hipertermia

A hipertermia, geralmente, é tratada com métodos de resfriamento mecânico do corpo. Dentre os métodos conhecidos, podemos citar o uso de lençóis molhados, ventilação de ar, utilização de pacotes de gelo e a imersão em água fria. Medicamentos também podem ser utilizados em determinados casos, como na hipertermia maligna.

 

Febre ou hipertermia?

Febre e hipertermia não são sinônimos, apesar de os dois fenômenos estarem relacionados com o aumento da temperatura corporal. No caso da hipertermia, temos um aumento da temperatura em decorrência da incapacidade do nosso corpo de dissipar o calor. Já a febre relaciona-se com a regulação hipotalâmica.

No interior do hipotálamo, há células que atuam como um termostato, regulando a temperatura do corpo. Quando essas células percebem alterações na faixa normal de temperatura, ativam mecanismos que garantem a perda ou ganho de calor. Na febre, esse termostato é reajustado, modificando o ponto de termorregulação de temperatura para níveis mais elevados. Essa alteração do ponto de termorregulação não é observada na hipertermia, sendo esse o motivo pelo qual medicamentos que combatem a febre são ineficazes no caso de hipertermia.

 

 

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